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EpisÓdios
#013 | Ansiedade demais

Isabelle estava preocupada. Já era novembro, 4 meses após a viagem para a Disney, e ela não tinha estudado nada para o vestibular. Só conseguia pensar em Taylor e no dia em que o encontraria novamente. Ele tinha ligado algumas vezes, mas ouvir sua voz no telefone não era suficiente, ela queria abraçá-lo, enchê-lo de beijos.

Barbara continuava os estudos, completando mais um semestre da faculdade. Entraria de férias na semana seguinte, e, se pudesse, gostaria de visitar Isaac. Sabia que não ia rolar, não por falta de vontade, mas porque Isaac estava muito ocupado. As cartas de amor que recebera eram lindas, e relia todas, sempre que sentia a falta dele, para senti-lo mais perto.

Sabrina andava mal na escola, só tirava notas baixas, e Zac Hanson era o maior culpado. Clara, a mãe, alertava sobre o que pensamento fixo nele estava fazendo, mas Sabrina não dava ouvidos.

Com a chegada de dezembro, elas ficaram eufóricas, afinal, estava se aproximando o dia de revê-los. Sabrina havia repetido de ano, mas não se deixou abalar. Isabelle aguardava o dia da prova de seleção do curso de inglês, para tentar ganhar uma bolsa de estudos numa faculdade americana. Tinha desistido do vestibular, não havia estudado nada, e sabia que não teria a menor chance. Ganhar a bolsa de estudos seria o único jeito de começar a cursar uma faculdade naquele ano.

No dia 10 daquele mês, Barbara, Isabelle e Sabrina combinaram de sairem juntas para passear no shopping. Queriam comprar roupas novas e colocar o papo em dia. Fazer o passeio em tranquilidade, porém, foi difícil. Aonde quer que fossem, sempre encontravam uma fã de Hanson para falar mal delas. Eram invejadas por todas. Comeram donuts, jogaram pin-ball, fofocaram, e às cinco da tarde resolveram voltar para casa. Os Hanson ligariam para combinar a visita durante o Natal.

No caminho até o ponto de ônibus, elas viram uma cigana se aproximar. O primeiro impulso que tiveram foi o de fugir. Achavam que os ciganos eram maldosos e loucos por dinheiro. Ficaram esperando que a cigana desse meia volta e fosse embora, mas ela se aproximou ainda mais e disse para Barbara:

_Não quer saber sua sorte? Me dê qualquer quantia e você vai ficar sabendo de tudo.

Barbara olhou no fundo dos olhos da mulher. Ela era velha, feia e tinha um lenço colorido na cabeça, suas roupas estavam velhas e sujas. Não conseguiu entender o que havia nos olhos daquela cigana, não sabia se ela estava ali oferecendo-lhe ler a sorte para o seu próprio bem, ou se queria apenas um trocado para acabar com sua fome.

_Quanto você quer? -Barbara perguntou.

Fez a pergunta que nunca se deve fazer a uma cigana, mas, por sorte, a velha disse:

_Quanto quiser. Vamos, me dê a sua mão. Isso tudo vai ser bem rápido. -a mulher puxou a mão de Barbara que estava firmemente segurando a bolsa.

Isabelle e Sabrina assistiam a tudo caladas.

_Você é capaz de saber se uma coisa que eu quero demais vai acontecer? -perguntou sem graça. Ela queria saber sobre Isaac, saber se iriam se casar logo.

A cigana não respondeu. Examinou-lhe a mão esquerda por um tempo que pareceu interminável. Depois a velha pegou a outra mão, para, em seguida, olhar Barbara nos olhos.

_Muita coisa vai mudar na sua vida nos próximos meses.

_Vão acontecer coisas boas? -perguntou Barbara, nervosa.

A cigana não respondeu a esta pergunta, e Barbara não ousou repetí-la.

_Vejo você no centro de uma cena... Vejo que todas as atenções estão voltadas para você.

_Um altar, talvez? -Barbara insisita em saber do possível casamento.

_Talvez. -respondeu a cigana. _Você é a atriz, mas faz um papel dramático. Vai ser um grande e desastroso amor.

Barbara ficou ainda mais nervosa.

"Será que o casamento com Isaac seria um fracasso?" "Será mesmo que iriam se casar um dia?"

Barbara estava cheia de dúvidas. Pegou uma nota de cinco reais e deu para a velha cigana. Ficou pálida quando a mulher prendeu-lhe o pulso ao pegar o dinheiro, impedindo-a de ir embora. E então, a velha disse mais uma coisa:

_Esse amor vai dar um fruto.

_Um fruto?

De início, Barbara ficou assustada com o jeito que a mulher disse aquilo, mas depois se acalmou. A cigana foi, enfim, embora. E Barbara e as amigas começaram a tentar decifrar tudo o que tinha sido dito. Barbara não conseguia ver seu amor com Isaac como trágico, e a história de fruto estava muito mal explicada. Isabelle falou para a amiga esquecer o que tinha ouvido pois não confiava naquelas ciganas, para ela, eram pessoas sem nada para fazer tentando arrumar dinheiro de um jeito prático.

Ao chegarem na casa de Isabelle, colocaram uma música e ficaram esperando pelo telefonema. Anna, a mãe de Isabelle, achava que aquilo estava passando dos limites, mas sua filha estava feliz e era isso o que importava. O telefone tocou por volta das sete da noite, e Isabelle correu para atendê-lo. Não eram os Hanson, era a mãe de Barbara procurando por ela.

_Barbara?

_Oi, mãe. O que foi?

_A que horas você vai voltar para casa? -parecia irritada.

_Não sei, vou esperar o Isaac me ligar.

_Você não desiste, não é, Barbara? Você acha mesmo que esse menino vai ficar com você? -ela não aprovava o namoro de Barbara com alguém mais novo, famoso e distante.

_Mãe, nós já conversamos sobre isso antes! Depois que ele ligar eu volto para casa. Mãe, eu estou noiva do Isaac, aceite isso!

_Você sabe o que eu acho, você está se iludindo, cuidado com o tombo depois!

_Você está me agorando. Tchau, mãe, falo com você depois, tenho que desocupar o telefone. Tchau. -não deu chance para mais diálogo.

Assim que Barbara desligou o telefone, ele tocou novamente. Ficou uma expectativa no ar. Será que eram eles? O telefone tocou pela segunda vez, e, então, Isabelle atendeu.

_Alô? Taylor?

_Eu mesmo. E aí, tudo bem com vocês?

_Tudo. E vocês?

_Muito trabalho. Vamos parar agora para as festas de fim de ano. Está animada para o Natal?

_Depende. Como você espera que o Natal seja?

_Meu pai falou para vocês passarem aqui com a gente. Disse para trazerem seus pais. É uma boa oportunidade para todos se conhecerem.

_Não sei, Taylor, não temos dinheiro para levar a família toda, assim em cima da hora. Melhor deixar esse encontro para uma outra ocasião.

_Vocês é que sabem... Mas vocês vêm, certo? -perguntou animado.

_Pode ser.

_Pode ser??? Cadê os gritos de felicidade? Não estão com saudade da gente? -Taylor estava agitado.

_Claro que estamos. Eu disse "pode ser" porque não é assim tão fácil. Não vamos estalar os dedos e aparecer de uma hora para a outra aí em Tulsa.

_Claro que é fácil: basta comprar as passagens!

_Faz o seguinte, Tay: Chame o seu pai, é melhor ele combinar tudo com a minha mãe, afinal, é ela quem dita as regras. A mãe da Barbara está com o pé atrás nessa história toda, parece que ela é contra o noivado com o Ike.

Barbara gritou no quarto:

_Parece, não, ela é contra! Droga!

A conversa continuou no telefone, e Taylor deu sua opinião:

_Calma, calma, ela vai aceitá-lo, o Ike é um bom menino. Eu disse, é melhor as as famílias se reunirem... O Natal sempre acaba com essas coisas ruins.

_Eu também acho, mas não dá para ser agora. Vai, chame o seu pai, eu vou chamar minha mãe.

Isabelle gritou, e Anna veio atender o telefone, totalmente sem graça porque seu inglês não era dos melhores.

_Oi? Senhor Hanson?

_Oi. Como é mesmo o seu nome? Taylor não me disse...

_Anna. Você é o Walker, não é? Prazer em falar com você.

_O prazer é todo meu. A senhora já deve estar por dentro de tudo. Nossos filhos estão namorando... Seria muito bom se pudéssemos ter a presença de sua família aqui no Natal.

_Eu gostaria muito, senhor Hanson, mas eu não posso. Fica para a próxima. A Isabelle irá, mas eu realmente não posso.

_Não tem problema, em breve nos encontraremos, estou certo disso.

Walker e Anna acertaram todos os detalhes da viagem. As meninas iriam para Tulsa no dia 20 de dezembro, ou seja, faltavam menos de duas semanas. Naquele mesmo dia, Walker falou com Clara, mãe de Sabrina, e Marília, mãe de Barbara. A conversa com Marília, porém, não parou no que dizia respeito à viagem, ela quis falar sobre o relacionamento de Barbara com Isaac.

_Desculpe, senhor Hanson, não estou duvidando que seu filho seja um bom menino, mas acho que eles são novos demais para ficarem noivos. -falou preocupada. _Será que eles vão se casar logo?

_Não. Creio que não. Eles só quiseram fazer com que o namoro ficasse mais firme. A atitude do meu filho pegou todo mundo de surpresa. Não se preocupe, vou manter os olhos neles... Nada de errado vai acontecer.

_Espero que sim, porque minha filha é muito imatura, mesmo com 21 anos.

_Meu filho também é, deve ser por isso que eles se dão tão bem.

A conversa continuou por mais alguns minutos. E o papo com Walker fez com que Marília ficasse menos preocupada. Percebeu que os pais do garoto eram legais, sinceros e responsáveis, pelo menos era o que parecia.

Naquele mesma semana, elas saíram novamente para fazer compras. Iam escolher os presentes de Isaac, Taylor e Zac. Encontraram o shopping lotado, perto do Natal era sempre assim: Fila nos elevadores, fila nas escadas rolantes e fila para pagar. Entraram em muitas lojas, mas não conseguiram escolher nada. Dar um presente legal para quem tem de tudo um pouco, era uma tarefa difícil, quase impossível, especialmente com pouca grana.

_Vamos entrar na "Mr. Cat". Quero comprar um sapato para o Ike. -falou Barbara.

_Um sapato??? -espantou-se Isabelle.

_É, tem um sapato de couro marrom que é a cara dele. É muito lindo...

_...E é também os olhos da cara! -completou Sabrina.

_Eu só posso gastar 200 reais, é tudo que tenho. -falou Barbara.

_Então vamos pensar melhor em como gastar nosso dinheiro porque temos que comprar presentes para o resto da família toda.

_Você está louca, Isabelle? -disse Sabrina. _Se formos comprar um presente para cada membro daquela família, vamos falir.

_Concordo com a Sabrina. É melhor comprarmos juntas um presente para cada membro da família e deixar a exclusividade só para os 3.

_Então você quer fazer isso?

_Claro, Isabelle. Você acha que com 650 reais vamos conseguir outra solução? A menos que você queira dar uma balinha para cada um. -Sabrina foi irônica.

Entraram na "Mr. Cat", compraram o sapato para Isaac, e depois foram à "U2" comprar o presente de Taylor. Isabelle queria uma camisa azul bebê meio brilhosa. A "U2" era uma loja totalmente clubber, e as roupas de lá se encaixavam perfeitamente no perfil de Taylor. Barbara sempre brincava com o fato, dizendo que era uma coisa meio GLS. "É a cara do Taylor", dizia para implicar.

Sabrina não sabia o que comprar para Zac, passou por todas as lojas e não conseguiu se decidir. Zac era um menino muito exigente.

_Gente, por favor, me ajudem, estou perdendo as minhas esperanças de achar algo que preste.

_Compre um... Deixe-me ver... É difícil... -Isabelle também não conseguia pensar em nada.

_Compre uma calça. -sugeriu Barbara.

_Uma calça? Que tipo de calça?

_Bailarina. -brincou Barbara, rindo da cara dela. _Ah, sei lá, vamos escolher uma.

_Quer voltar lá na "U2"? -perguntou Isabelle.

_Não, vamos na "Adidas" que é do lado.

Foram até a loja e compraram uma calça para Zac. Finalmente Sabrina tinha se decidido. Estavam há mais de 3 horas no shopping, com os pés cansados, e ainda faltava comprar presentes para o resto da família.

Sabrina reclamava:

_Meus pés estão doendo! Quero parar de andar um pouco!

_Nada disso, ainda quero achar a tinta vermelha para pintar o meu cabelo. -disse Barbara. _Vamos até a "Lojas Americanas".

_Então vamos logo, para eu comprar camisinhas.

_Pra quê? -espantou-se Isabelle. _Você vai trair o Zac?

_Claro que não! Vou levá-las para Tulsa, para usar com ele.

_Uau, quanta responsabilidade! Vamos logo com isso, depois quero comer comida árabe. -finalizou Barbara.

Barbara, Isabelle e Sabrina tiveram muito o que fazer, e, quando finalmente acabaram, o shopping estava praticamente fechando.

Pegaram o ônibus em frente ao "Rio sul" e voltaram para casa. Desta vez, não encontraram cigana alguma, mas Barbara continuava com aquelas palavras na cabeça. Estava realmente preocupada. Não queria que nada desse errado em relação a Isaac. Uma coisa ela tinha certeza: Jamais contaria a ele sobre aquela maldita cigana.

Uma semana inteira havia passado. Era 19 de dezembro, véspera da viagem, um dia de muita expectativa. Isabelle era sinônimo de nervosismo em pessoa, aquele dia era mais que a véspera da viagem, era o dia da prova do curso de inglês. Essa era a porta aberta para o sonho, e ela tinha que realizá-lo. Isso significava muito mais do que entrar para uma universidade americana, significava ficar mais perto de Taylor. Ao chegar da prova, ligou para as amigas. Estava muito feliz, tinha ido bem, e tudo indicava que conseguiria a bolsa.

No dia seguinte, foram cedo para o aeroporto. Cheias de malas. Claro, elas estavam levando muito mais do que o necessário para passar 15 dias.

_Vocês não vão acreditar, mas estou muito nervosa. Sei que já passamos por isso muitas vezes, mas parece que é a primeira vez que vamos vê-los.

_Nossa, Sabrina! O que é isso? Você está mesmo nervosa? Já sei, é porque vamos conhecer a casa deles.

_Poxa, Belle, estou até com dor de barriga. Não vejo a hora de encontrar o Zac novamente. Quero apertar aquelas bochechas...

O pai de Sabrina, Pedro, chegou perto das três para avisar que já estava na hora do embarque. Sabrina sentiu um frio ainda maior na barriga.

_Preciso ir ao banheiro. -ela disse.

_Agora? -Pedro perguntou.

_ Já!

Sabrina correu para o banheiro mais próximo e, em seguida, foi para a sala de embarque. Ficaram lá, as três, sozinhas. Barbara escutava música sertaneja no discman, enquanto Sabrina e Isabelle faziam juntas a mesma palavras-cruzadas.

_Odeio esperar! -Barbara falou alto, não estava escutando mais nada com o som quase no último volume.

Cantava: "Não aprendi dizer adeus, mas deixo você ir sem lágrimas no olhar, só Deus me machuca, o inverno vai passar e apaga a cicatriz..."

_Barbara, você está berrando! E ainda por cima, está cantando errado! O certo é "se adeus me machucar" e não "só Deus me machuca" -falou Sabrina. _ Essa droga que você está escutando é muito brega!!!

Barbara fingiu que não estava ouvindo e continuou cantando alto.

Depois da longa viagem, à noite, chegaram em Tulsa. Ficaram surpresas quando viram Isaac, Taylor e Zac esperando por elas no portão de desembarque. Abraçaram e beijaram os três com muita força. Estavam mortas de saudade.

À caminho da garagem do aeroporto, foram conversando:

_Barbara, você está ruiva! -falou Isaac ao notar a mudança.

_Só agora que você percebeu? E então, gostou?

_Amei, você está linda. Minha ruivinha...

_E vocês, quais as novidades? -perguntou Sabrina.

_Novidades? -Taylor se perguntou. _Hmmm, nenhuma... Ontem fui ao médico, não vou precisar fazer plástica no nariz.

_Isso é ótimo, Tay. Que bom! -Isabelle o abraçou. _Só isso?

_Na verdade não. Devemos começar a gravar o novo álbum no início do ano que vem. Isso não é ótimo? -disse Zac.

_Isso é demais, mas não é novidade... Ouvimos vocês falando sobre isso no "Tonight Show". -desanimou Sabrina.

Barbara estava pensando nas coisas que a cigana tinha dito. Parecia que aquilo iria persegui-la para sempre, como um espírito obsessor.

Entraram no carro e tomaram o caminho de casa. As meninas estavam muito felizes. Iam entrar pela primeira vez na residência dos Hanson, e isso era uma honra, ao menos, na cabeça delas.

Foi assim que se sentiram, muito especiais, quando o carro dirigido por Isaac entrou na garagem. Diana, Walker e as crianças foram saudá-las lá mesmo, e ajudaram a carregar as malas para dentro. A casa era linda, tanto por dentro quanto por fora. Tudo muito organizado e limpo. Diana mostrou para as garotas o quarto de hóspedes, com 3 camas de solteiro que pareciam ser bem confortáveis. Depois que conheceram o quarto, desceram para conversar com os meninos novamente.

_E então, Tay, é verdade que você não vai precisar fazer plástica no nariz? - perguntou Barbara indiscretamente.

_É, meu nariz está como antes. Pode até não ser bonito, mas pelo menos não está torto.

_Mudando de assunto, porque seu nariz não me interessa... -brincou Sabrina. _O que tem de interessante para se fazer nessa cidade?

_N.A.D.A! -falou Isaac. _Nadinha!

_Podemos andar de moto. -sugeriu Zac.

_Só se for na outra encarnação, não vou de jeito nenhum! -Isabelle foi definitiva.

_Por que não?

_Zac, você acha mesmo que vou arriscar a minha vida desse jeito? Sem chance!

_Então, o que vamos fazer? -perguntou Sabrina.

_Com o frio que está fazendo, a melhor solução é ficar em casa. Lá fora está escuro e nevando um pouco. Alguém quer jogar "Operação"? -perguntou Taylor, o mestre em sugestões ridículas.

_Tay! Esse jogo é mongol! -falou Barbara. _Vamos fazer algo mais evoluído.

Diana apareceu na sala, interrompendo a conversa por um breve momento.

_Meninas, vocês devem estar com fome, eu vou colocar a mesa e servir uma sopa de legumes bem quentinha.

As três odiavam sopa de legumes, mas quem eram elas para recusar algo que Diana tinha feito com tanto carinho. Pediram licença para os meninos e foram ajudar Diana na cozinha.

Isaac, Taylor e Zac conversavam sentados no sofá:

_Temos que inventar algo para fazer, antes que as meninas fiquem entediadas. -falou Taylor.

_O que você quer? Essa cidade é um tédio. Moramos em Tulsa, não em Las Vegas. -reclamou Isaac. _Depois do jantar vou sugerir a Barbara um passeio de carro.

_Ah, e até parece que papai vai deixar você sair com esse mau tempo, ainda mais agora que está nevando.

_Claro que ele vai deixar, Zac!

_Eu duvido!

Diana chamou todos para o jantar. A grande mesa agora contava com a presença das três. Estavam muito felizes.

_Por que vocês não mostram a cidade para as garotas...

Isaac já estava animado, quando Walker continuou:

_...amanhã de manhã?

_Por que não hoje? -perguntou Isaac.

_Olhe pela janela e você saberá.

Zac riu da cara do irmão, e depois perguntou para Diana:

_Mãe, por que você fez sopa? Eu odeio essa sopa!

Walker ficou furioso.

_Você odeia? Então só por isso vai comer mais. -Walker colocou mais sopa no prato dele. _Não vai levantar da mesa enquanto não comer tudo.

Foi a vez de Isaac rir do irmão.

_Seus primos vão chegar na cidade dia 24, pela manhã, mas dessa vez não vão ficar aqui em casa.

_Por que não, mãe?

_Foi escolha deles, Tay, eu não sei.

_Quem vem? -perguntou Zac.

_Todos. Esse vai ser um Natal de união, paz e alegria! -respondeu Diana.

Quando o jantar acabou, Walker ajudou Diana a retirar as coisas da mesa, e Isaac, Taylor, Zac e as meninas subiram para o quarto deles.

_Nossa! Que quarto arrumado! -falou Sabrina, reparando na decoração. Pensou que devia ser a mesma de quando eram menores.

_É mesmo, nem parece com o que vocês descreviam nas entrevistas. Não é nada bagunçado.

_Barbara, isso é porque minha mãe arrumou, para poder receber vocês com a casa toda em ordem. -falou Zac. _Nosso quarto não costuma ficar assim.

Isabelle olhou para uma bancada onde tinha um telefone sem fio e lembrou que deviam ter ligado para casa, para avisar que tinham chegado.

_Ei, posso dar um telefonema?

_Claro, fique à vontade. -disse Taylor.

_Depois quero escutar a mensagem da sua secretária eletrônica. Muitas fãs ligam para cá?

_Algumas, mas deixamos sempre na secretária eletrônica. Só atendemos telefonemas de amigos.

_Mas têm recados de fãs na secretária?

_Um monte deles. -falou Zac. _Se quiser pode escutar depois.

_Que tal agora? -ela sabia que ia se divertir muito escutando aquilo.

E se divertiram mesmo. Ficaram até as onze da noite escutando as mensagens.  Meia hora depois, Diana entrou no quarto para avisar que ela e Walker estavam indo dormir.

_Não durmam muito tarde! -avisou.

Quando Diana fechou a porta do quarto, ligaram o video game. A noite ia ser longa. Quando começavam a jogar Tekken, não conseguiam parar tão cedo.  Isabelle e Sabrina estavam na cama de baixo vendo a "emocionante" disputa entre Taylor e Zac. Enquanto isso, Isaac e Barbara namoravam sentados na cama de cima do beliche.

_Estava morrendo de Saudades... -disse Isaac.

_Eu também. Estava com saudade do seu beijo molhado, do seu sorriso lindo...

_Pare ou eu vou ficar vermelho. -Isaac estava sem graça.

Barbara encostou a boca no ouvido dele e sussurrou:

_Quando é que vou sentir seu corpo sobre o meu novamente?

Isaac ficou ainda mais vermelho.

_Assim que pudermos. Quero sentir o seu também...

Barbara deitou na cama, colocando sua cabeça repousada nas coxas dele. Em poucos minutos, adormeceu. Isaac percebeu o quanto ela estava cansada. Acordou Barbara delicadamente e a levou para o quarto de hóspedes, para que se acomodasse melhor. Deu-lhe um último beijo de boa noite e voltou para o seu quarto.

_Vocês não cansam de jogar isso não?

_Vá dormir, Ike. Não pertube! -falou Zac sem tirar os olhos do jogo.

_É isso mesmo o que vou fazer, deitar e dormir.

Isabelle e Sabrina perceberam que estavam incomodando Isaac. Deram boa noite para todos e foram se juntar a Barbara no outro quarto. Taylor e Zac desligaram o video game e também foram deitar.

_Taylor? -Zac sussurrou para não pertubar Isaac.

_O que é?

_Eu tive um idéia. Que tal se amanhã de manhã levássemos as meninas na casa da Gracy?

_Por quê? Você já quer começar a implicar com ela?

_Ah, Tay, ela vai ficar irritada ao ver as nossas namoradas.

_Zac, eu não sei se isso é uma boa idéia. E se ela começar a inventar histórias como aquelas que costumava inventar? Sei lá, de repente ela inventa uma braba na frente das meninas... Não quero correr o risco.

_Se não quiser ir, não vá, mas eu vou levar Sabrina até lá. Principalmente porque a irmã dela me adora, eu estou a fim de esnobar.

_Você é muito criança, Zac. Que bobeira.

_Você é que não sabe se divertir! -Zac ficou chateado sem a aprovação do irmão. _Boa noite, Tay. Não quero mais papo com você. Estraga prazer.

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